Desesperança Crônica

by Tiffo

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Formed in late April 2017 Tiffo is a old dream of a single member who mixes black metal, crust and folk. The lyrics have an anarchist character, pro LGBTQ, internationalism, anti racism, freedom to live, daily pessimism and freedom to be. Stay Free!

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released May 13, 2017

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Tiffo São Paulo, Brazil

Formed in late April 2017 Tiffo is a old dream of a single member who mixes black metal, crust and folk. The lyrics have an anarchist character, pro LGBTQ, internationalism, anti racism, freedom to live, daily pessimism and freedom to be. Stay Free!

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Track Name: Desesperança Crônica (Demo)
Nascido num buraco sujo e contaminado.
Condenado à trabalho escravo nos gulags dessa terra.
Feito lixo pronto para extirpar todo o meu senso de sobrevivência.
Numa cruz pendurando ossos de crianças.

Procurando um conhecimento proibido para os que vivem na trincheira.
Apenas a solidão se faz minha companheira.
No sol que nasce para os desafortunados, espremo o sal de meu salário.
Afugento carniceiros que salivam a minha carne pelo veneno que exalo .

Como meio de distração tenho a tela do espelho da vida.
Que cospe, suja e dita o que devo cagar.
Com outras almas imundas presas neste purgatório assolado pela morte e poder
Por entre os dedos da vida escapo num suspiro melancólico e úmido

Entre as poças das trincheiras sinto o veneno penetrar nas feridas abertas e frias
Imagino um mundo fora daqui, mas com os olhos viciados e embaraçados pela lama e pelo sangue,
apenas sinto o cheiro de putrefação, que em horas fazem parte de mim, outras invadem meu inconsciente a procura de meus medos.

AHhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh

E eles sempre ganham as batalhas.
Sempre vencem minha coragem.
e minha vontade de existir,
de melhorar.

Intercalando as situações de prazer,
perversidade e afronte.
Se hoje pudesse ser um homem,
um animal selvagem.
Se hoje pudesse comer, sem sentir o sangue entre meus dentes.
Se ser golpeado por essa realidade.
Eu teria ao menos um lugar
para me afugentar, para dormir.

Apenas idealizando o próximo ataque.
Um ataque de fúria,
mas também um ataque de amor, solidariedade.
Nos Campos cinzentos. nos Campos da morte.
A inexistência do meu eu me faz querer ser todos
nos últimos suspiros apodrecidos e desdentados aguardando a morte.

É extremamente angustiante andar pelas ruas
e ver pessoas simples, com as faces e roupas sujas
Vencidos pela magresa e pela agressividade da miséria.
Dignidade, fé, valores e falta de esperança
Misturam-se com moedas, fezes e restos de comida
Crianças, s e Velhos, amontoados pelas calçadas.
Os olhares vazios, o semblante da morte,
o sangue que escorre

O tapa que vem de cima nos afunda cada vez mais
em poças de ódio
Este que por sua vez, inflama a carne e nos da um minuto a mais
Um dia a mais, uma chance a mais de vingança
Será que essa seria a verdadeira esperança?

Não vejo um futuro promissor, não vejo mudanças
O que sinto dentro de mim é que as ruinas da humanidade
estão se aproximando
Mas que tolice, a humanidade nunca existiu!
O amor nunca existiu, apenas dor e sofrimento.
Ganancia, Desespero, Doenças, Dinheiro

Sente esse frio? É a morte que se aproxima.
O fim é iminente e sinto-me ansioso para sua chegada.
Após a partida a terra cobrará sua parte
Os vermes concluiram o seu ciclo
E por toda a eternidade, dor e sofrimento
E por toda a eternidade, dor e sofrimento

E por toda a eternidade, dor e sofrimento

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Chronic hopelessness

Born in a dirty and contaminated hole.
Condemned to slave labor in the gulags of that land.
Made garbage ready to extirpate my whole sense of survival.
On a cross hanging bones of children.

Seeking a forbidden knowledge for those who live in the trench.
Only loneliness becomes my companion.
In the sun that is born for the unfortunate, I squeeze the salt of my salary.
I drive away butchers who salivate my flesh by the poison I draw.

As a means of distraction I have the mirror screen of life.
That it spits, dirty and dictates what I should shit.
With other filthy souls trapped in this purgatory ravaged by death and power.
Through the fingers of life I escape in a damp, melancholy sigh

Between the puddles of the trenches I feel the poison penetrate the open and cold wounds
I can imagine a world out of here, but with eyes hooked and entangled by mud and blood,
I only smell the putrefaction, which in hours are part of me, others invade my unconscious in search of my fears.

Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh

And they always win the battles.
Always win my courage.
And my will to exist,
To improve.

Intercalating the situations of pleasure,
Wickedness and affront.
If today could be a man,
A wild animal.
If today I could eat without feeling the blood between my teeth.
If being struck by this reality.
I would have at least one place
To drive me away, to sleep.

Just idealizing the next attack.
An attack of fury,
But also an attack of love, solidarity.
In the Gray Fields. In the Fields of Death.
The lack of my self makes me want to be all
In the last rotting and edentulous sighs awaiting death.

It is extremely distressing to walk the streets
And see simple people with dirty faces and clothes
Overcome by the magress and the aggressiveness of misery.
Dignity, faith, values and lack of hope
Mix with coins, feces and leftovers
Children, Old and Old, piled up on the sidewalks.
The empty stares, the countenance of death,
The blood that flows

The slap that comes from above us sinks more and more
In pools of hate
This in turn, ignites the meat and gives us one minute more
One more day, one more chance of revenge
Could this be the real hope?

I do not see a promising future, I do not see changes
What I feel inside me is that the ruins of humanity
Are approaching
How foolish, humanity never existed!
Love has never existed, only pain and suffering.
Gain, Despair, Illness, Money

Feel this cold? It is death that is approaching.
The end is imminent and I feel anxious for your arrival.
After departure the land will charge its share
The worms have completed their cycle
And for all eternity, pain and suffering
And for all eternity, pain and suffering
And for all eternity, pain and suffering